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Biotecnologia. Sua aliada contra a poluição

É de conhecimento geral que o Brasil é o país com a maior quantidade de água doce disponível do mundo. Essa riqueza natural, infelizmente, é contrastada pela péssima qualidade da água dos rios que drenam perímetros urbanos ou industriais. Embora a constituição coloque a água como um bem comum que deve ser preservado e o saneamento básico como um direito universal, essa jurisprudência não é tão fomentada na prática.

A poluição de rios tem efeitos nocivos diversos, como desequilíbrio ecológico, diminuição da biodiversidade local, proliferação de doenças e diminuição da qualidade de vida da população. Durante seu percurso, o rio recebe cada vez mais afluentes (possivelmente também poluídos), incrementando sua bacia de drenagem. A poluição afeta o ambiente aquático e ribeirinho em todo o trajeto até o mar, um problema de grande extensão que não se resolve sem intervenção humana.

Felizmente, pesquisadores estão atentos à importância dos recursos hídricos e têm desenvolvido soluções com a biotecnologia para reduzir a poluição e minimizar o impacto da sociedade sobre os corpos d’água. Veja algumas medidas incríveis que já estão sendo aplicadas:

Biorremediação

Metais pesados, detergente, excesso de partículas, modificadores de pH, tensoativos, hormônios — não é fácil ser um organismo aquático em um rio poluído. No entanto, alguns deles estão mais adaptados às condições que seriam, para a maioria, insalubres, e podem até tirar proveito dela, utilizando poluentes como fonte de alimento.

Linhagens de bactérias capazes de degradar polímeros longos podem ser a grande remediação para o oceano de plástico. Além disso, um derramamento de petróleo também poderia ser minimizado com o uso de micro-organismos específicos.

Uma das grandes vantagens desse tipo de estratégia é que seus ajudantes continuarão despoluindo (enquanto as condições do meio forem favoráveis à sua vida) sem exigir nada em troca. É a natureza trabalhando para si e para você ao mesmo tempo.

 

Wetlands

Wetlands, também conhecidos como jardins flutuantes, baseiam-se na capacidade de seleção e filtragem das raízes das plantas. Cria-se uma pequena ilha artificial que flutua sobre um corpo d’água.

Nela, as espécies de plantas são selecionadas pela sua afinidade por uma substância nociva, como um metal pesado. Com as raízes na água do rio, as plantas estão continuamente absorvendo essas substâncias e armazenando em suas próprias células.

Um cuidado importante ao se fazer wetlands é não utilizar plantas alimentícias ou garantir que serão inacessíveis, para não causar riscos à saúde da população local — que deve, inclusive, ser informada dos perigos relacionados à ingestão dessa plantação flutuante.

 

Iniciativas individuais

Quando tratamos a água de um efluente, precisamos ter em mente que a poluição de rios está constantemente sendo gerada e despejada nos afluentes do curso d’água. Ainda que conseguíssemos retirar toda a poluição que há nesse momento, sem investir em saneamento básico e tratamento de água em pouco tempo a situação voltaria ao estado anterior.

Enquanto o poder público não propõe soluções eficientes para a saúde dos rios, biotecnologias pensadas para residências, estabelecimentos comerciais e indústrias podem fazer diferença em pequena escala. Se amplamente utilizadas, seu efeito será notável em média e grande escala.

Biodigestores de gordura, por exemplo, podem substituir as caixas de gordura tradicionais, que apenas acumulam material. Eles evitam odores e a proliferação de insetos e aumentam o tempo de duração do equipamento. Soluções similares são possíveis para rejeitos industriais, agrícolas e minerários. Melhor do que limpar continuamente o rio seria, antes de tudo, não poluir suas águas, não é mesmo?

Quer reduzir a poluição de rios com soluções ecológicas para a sua residência ou empresa? Entre em contato conosco.

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