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Reuso de Água na Indústria

Reuso de Água na Indústria

Também conhecida pela sigla ETE (Estação de Tratamento de Esgoto ou de Efluentes), as estações na indústria tem como característica o odor e a cor do líquido que foi utilizado na lavagem de peças e máquinas, sistemas de resfriamento ou no próprio produto fabricado. Em geral, óleos e metais pesados são encontrados em grande quantidade, gerando um produto altamente prejudicial à saúde e contaminador.
Abrir as torneiras e despejar este material de volta na natureza como sai das máquinas, significaria uma completa destruição do solo, plantas, água e seres vivos. As estações de tratamento de esgoto na indústria limpa esse líquido antes de voltar à natureza. Reações químicas separam o material sólido do líquido. Em seguida, bactérias e micro-organismos “comem” esta matéria orgânica. Esse tratamento passa numa estação convencional seguindo as seguintes etapas:

Pré-tratamento
Nessa etapa, os efluentes passam pelos processos de gradeamento e desarenação, que têm como objetivo separar as partes sólidas das líquidas. No gradeamento, são utilizadas grades para barrar os sólidos maiores; na desarenação, são removidos os flocos de areia pela técnica da sedimentação. Esse procedimento facilita o transporte dos efluentes e evita que grandes sólidos danifiquem o equipamento das próximas fases.

Tratamento primário
Na fase do tratamento primário, os sólidos dissolvidos e em suspensão são removidos, assim como os óleos e graxas. Para isso, os procedimentos mais utilizados são os de coagulação e floculação, por meio dos quais adiciona-se produtos químicos que aglutinam as partículas sólidas, tornando-as pesados para que afundem e sejam removidas.

Tratamento secundário
Na etapa secundária é que ocorrem os processos biológicos de tratamento. Nessa fase, como mencionamos, a matéria orgânica é dissolvida por microrganismos e passa a apresentar níveis reduzidos de poluição — motivo pelo qual pode até mesmo ser descartada no meio ambiente, na maioria dos casos.

Tratamento terciário

Esta última fase é destinada à remoção de compostos residuais que podem prejudicar a qualidade final do efluente tratado, como sais, micropoluentes, e outros componentes tóxicos.

Assim, a indústria reutiliza a água em operações da própria fábrica como lavagem de calçadas, veículos e/ou nos jardins ou devolve à natureza sem risco de contaminação. Para regulamentar a construção de ETE’s que contribuam para o êxito da preservação das águas, o Ministério do Meio Ambiente fez vigorar a resolução 357, original de 17 de março de 2015, e atualizada posteriormente, que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.

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